Eu tinha várias coisas pra falar, mas pra quê? "Pra quê tanto céu, pra quê tanto mar, pra quê?" O que devo dizer? O que é essencial?, me pergunto. Se não sei as respostas, melhor dizer alguma coisa... e chorar, ou chorar alguma coisa.... e dizer. Dizer é bom, vai tornando mais banais os dramas e deixando que suas essências poderosas cheguem mais perto da gente. Menos poder para as essências!!
A essência em questão tem cara de ser uma mistura de baunilha com canela. Ou de uma ruiva portuguesa que se acha loura e que foi criada com certas regalias com uma morena índia que rala pela sobrevivência na selva. Um misto de doses diárias de teoria dolorosamente injetadas na veia com uma coragem indígena que salta dos poros invadindo gostosamente o mundo.
Mas dizer o quê?
Quando o silêncio cresce muito, sempre cisma de puxar meu cabelo. É torcicolo na certa.
Quem disse isso? A morena-índia ou a ruiva-portuguesa-que-se-acha-loura?
Essa ruiva (que-se-acha-loura!) é doida pra botar silicone nos peitos, nunca deixar de fazer as unhas, providenciar um peeling de cristal, uma escova inteligente e sessões de drenagem linfática pelo menos uma vez por semana.
Sai desse corpooo!!!!
Até que é bom esse cheirinho de baunilha com canela. O torcicolo é que é péssimo.
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